O jeito certo de consumir superalimentos e porque nem sempre são saudáveis

Uma das objeções que se realizam os superalimentos tem que ver com a maneira de usá-los. Por exemplo, é um erro grave acreditar que consumir estes produtos, podemos lembrar-nos sempre do resto da nossa alimentação. Nenhum superalimento traz tudo o que o corpo precisa, nem consegue consertar o que estragou uma seleção pobre de ingredientes.

Como os nutricionistas não se cansam de repetir, os menus devem conter uma ampla variedade de ingredientes para garantir a obtenção de todos os nutrientes e evitar os desequilíbrios associados ao consumo restrito a poucos alimentos.

Portanto, o consumo de superalimentos não altera a necessidade de tomar diariamente de 5 a 10 porções de frutas e produtos hortícolas frescos, locais e da estação.

Os superalimentos e os industrializados

Outro erro é acreditar que adicionar um superalimento para uma barra energética ou cerca de cereais para o pequeno-almoço cheios de açúcar, estes produtos tornam-se saudáveis. E o que conseguem alguns poucos grãos de quinoa em um iogurte? Realmente pouco, além de aumentar o prestígio do vegetal.

Mas a verdade é que os consumidores acabaram por definir a sonoridade de superalimentos não são os mais propensos a cometer tais erros. Não o são porque estão interessados em cuidar da saúde através da alimentação e têm mais formação do que a média da população.

Inacessesibilidade 

Outra crítica que, muitas vezes, recebem os superalimentos se refere ao seu preço elevado. Para muitos não é justificado pelo o que oferecem em troca. Em qualquer caso, o preço é dado pelas leis da demanda, da oferta e da concorrência, como acontece com todos os produtos no mercado livre (ou quase todos, porque alguns são subsidiados, como o leite de vaca, por exemplo).

Por agora o preço não consegue deter a ânsia de superalimentos, cujo consumo se dobra a cada dois anos, a partir de 2011, conforme a consultoria Mintel. Uma opção para ter certeza de que ninguém está enriquecendo de forma pouco ética é adquirir os superalimentos em lojas de Comércio Justo.

Os impactos ambientais e sociais
Uma das razões para o alto preço dos superalimentos é o custo do transporte a partir do território de origem. Há que lembrar que a maior distância entre o local de produção e o local de consumo, maior é o impacto ambiental, aumentam as emissões de CO2 e, portanto, a contribuição para as alterações climáticas.

Por outro lado, o sucesso das culturas na Europa, Japão e Estados Unidos, pode fazer com que os países de origem destes alimentos se tornem demasiado caros, como acontece com o açaí no Brasil ou com a quinoa no Peru. Em consequência, é altamente recomendável que o superalimento seja de produção local.