O trabalho forçado no Brasil- Ainda existe trabalho escravo?

O trabalho forçado no Brasil está concentrado em áreas rurais onde indústrias extrativas ou de mão-de-obra intensiva, como Pecuária, Produção de café, silvicultura e produção de carvão criam uma demanda por mão-de-obra barata. A importância dessas indústrias para a economia brasileira tem levado à expansão de vastas fazendas, plantações e operações de desmatamento, ao mesmo tempo que cria a necessidade de uma grande força de trabalho para limpar a terra.

Na Amazônia brasileira, a escravidão está intrincadamente ligada a atividades econômicas que também estão causando devastação ambiental. Casos de trabalho forçado continuam a ser identificados na indústria madeireira ilegal.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e da Comissão Pastoral da Terra, 931 trabalhadores, a maioria dos quais eram homens entre 15 e 30 anos de idade, foram resgatados do trabalho escravo condições, enquanto a colheita de árvores de 2003 a 2016. da mesma forma, em julho e agosto de 2015, as autoridades Brasileiras liberado um total de 128 trabalhadores da escravidão em cinco plantações de café em Minas Gerais, incluindo seis crianças e adolescentes.

A indústria da pecuária enfrenta o escrutínio público e a atenção da mídia seguintes 2016 ordem pela Inter América do Tribunal de Direitos Humanos que o governo do Brasil paga US$5 milhões para 128 ex trabalhadores rurais escravizados Brasileiro de fazendas de gado, entre 1988 e 2000. Em uma série de ataques em 2016, a polícia federal descobriu homens em fazendas de gado submetidos a trabalhos forçados e forçados a viver em condições degradantes, sem abrigo, banheiro, ou beber água.

Nos últimos anos, a aceleração da urbanização resultou num aumento da escravatura moderna, especialmente nas indústrias têxtil, da construção e do sexo. Em São Paulo, há relatos de exploração na indústria têxtil, onde migrantes sem documentos são explorados por terceiros fornecedores que produzem vestuário que podem acabar nas cadeias de abastecimento de grandes empresas multinacionais de vestuário. Em 2013, a maioria dos trabalhadores resgatados do trabalho escravo (trabalho escravo) estavam envolvidos na construção e indústrias têxteis.

O crescimento econômico no Brasil atrai migrantes de países da região (Bolívia, Equador, República Dominicana, Paraguai e Peru, de 15 e de todo o mundo, incluindo Bangladesh, Nigéria, Paquistão, Senegal, Sri Lanka.16 pesquisas descobriram casos de migrantes contrabandeados para o país com documentação falsa. Estes indivíduos acumularam dívidas para pagar o seu transporte e são forçados a trabalhar em condições de trabalho degradantes sob ameaças físicas e assédio.17 Em 2013, em Samambaia, localizada no centro-oeste do Brasil, 80 trabalhadores de Bangladesh foram identificados depois de serem traficados para o Brasil por uma gangue criminosa organizada. Os trabalhadores, que eram empregados em armazéns, estaleiros de construção e serviços de lavagem de carros, recebiam um salário de US$1.500 por mês, mas se encontravam em situações de escravidão por dívidas, devendo US$10.000 a seus traficantes por sua entrada no país.18

O trabalho doméstico no Brasil tem sua origem na escravidão, com cerca de sete milhões de trabalhadores domésticos trabalhando no Brasil, o maior número em qualquer país do mundo. A maioria são mulheres, com populações indígenas e de ascendência africana representadas no setor. Há relatos de que a estes trabalhadores são negados direitos básicos, tais como trabalhar longas horas com baixos salários ou sem salário e estão sujeitos a abusos físicos e sexuais. Crianças são particularmente vulneráveis ao trabalho sem pagamento e a restrições à sua circulação. o tráfico de crianças continua sendo uma preocupação, com crianças indígenas paraguaias e brasileiras traficadas para dentro e dentro do Brasil por trabalho doméstico forçado.